Dificil escolher. Deparei com isso de repente. Percebo que minha mente não comporta tantos assuntos. Como saber aquilo que, nesse momento, me é mais caro. Menos que isso. Aquilo que, nesse momento, é menos árduo para eu desenvolver?
O problema é a falta de tempo. Por muitos anos ainda, o tempo será meu mais precioso insumo. Se não fosse assim não teria a escolha. Ao menos não de forma tão definitiva como agora. Se bem que é um definitivo temporário.
Vou explicar (se bem que creio que já deva ter falado). Estou na tentativa de escrever cinco livros. Nesse momento são cinco. Talvez sejam mais daqui a pouco, mas hoje são cinco. Um livro infantil, um livro estilo aventura, um livro estilo histórico, um livro estilo psicológico-familiar e um livro estilo técnico romanceado.
O infantil, dado o seu tamanho diminuto, eu já conclui, necessitando ilustrar. O "técnico romanceado" eu só tenho um arremedo de projeto, mas pretendo fazê-lo. Os demais estão, mais ou menos, na mesma fase.
Mas, preciso escolher entre os três. E essa escolha me paralisa, pois nem sempre tenho vontade focada em ou outro. Até escrever nesse blog me toma inspiração. Mas, eu chego lá.
É isso.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
(Poema): Escrever ou ter escrito
Queria escrever um livro.
Apenas escrever?
Ou apenas ter um livro escrito?
Importante a diferenciação.
Um, exige trabalho, além de outros recursos.
O outro, nem tanto. Exige somente os recursos.
Um, importa parar, importa pensar, importa estar disponível, importa muito.
O outro, importa uma reunião, um talão de cheque e um ego inflado.
Precisava achar uma razão.
Razão de parar. Sossegar. Sentir-me estacionado.
Há espera que ele chegue.
Razão para pensar. Raciocinar e sentir. Sentir-me pulsante.
Há espera que ele chegue.
Razão para ficar disponível. Desobstruir. Retirar as barreiras de minha mente.
Há espera que ele chegue.
Mas, nem sempre vem.
Mesmo assim, preciso parar, pensar e estar disponível.
Pois, pode vir. É ter paciência que chega.
Assim como vem, ele vai. Mas, estando livre.
Ele fica cada dia mais um pouco.
E aí, quando menos esperar.
De meu próprio trabalho, de meus próprios recursos,
Escrevi um livro.
Apenas escrever?
Ou apenas ter um livro escrito?
Importante a diferenciação.
Um, exige trabalho, além de outros recursos.
O outro, nem tanto. Exige somente os recursos.
Um, importa parar, importa pensar, importa estar disponível, importa muito.
O outro, importa uma reunião, um talão de cheque e um ego inflado.
Precisava achar uma razão.
Razão de parar. Sossegar. Sentir-me estacionado.
Há espera que ele chegue.
Razão para pensar. Raciocinar e sentir. Sentir-me pulsante.
Há espera que ele chegue.
Razão para ficar disponível. Desobstruir. Retirar as barreiras de minha mente.
Há espera que ele chegue.
Mas, nem sempre vem.
Mesmo assim, preciso parar, pensar e estar disponível.
Pois, pode vir. É ter paciência que chega.
Assim como vem, ele vai. Mas, estando livre.
Ele fica cada dia mais um pouco.
E aí, quando menos esperar.
De meu próprio trabalho, de meus próprios recursos,
Escrevi um livro.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
(Excerto): O canto pai-filhos. Primeiro objeto
Qual seria o primeiro objeto que eu colocaria em nosso cantinho íntimo de pai e filhos?
Uma cadeira. Não necessariamente uma cadeira. Melhor uma poltrona. Mais de uma. Deve existir uma para cada um de nós. Um assento para nos espaldar. Precisamos sempre proteger nossas costas e nádegas. É muito importante.
Ao nos entregar ao diálogo franco muitas coisas podem chegar de forma abrupta. Se estivermos em pé podemos cair de bunda ao chão. Melhor então já termos algo devidamente embaixo de nós, que nos resguarde do empuxo da gravidade, nos segurando e protegendo de uma possível quebradura de bacia.
Ao mesmo tempo, os assuntos são jogados frente-a-frente. Quase sempre, com o costume do debate e da sinceridade, poucas coisas chegarão a nós de maneira tão abrupta ou intensa a ponto de nos empurrar para trás. Mas, o ser humano guarda dentro de si segredos, e os tais demoram muito a ser revelados, alguns nunca o serão.
Um segredo guardado há muito tempo por nossos filhos pode ser de tal forma inesperado que podemos cair para trás ao procurarmos apoio para “segurar o rojão”. Essa é a função de nosso espaldar salvador. Recentemente necessitei muito de uma poltrona para me apoiar, mas ainda não havia instalado o nosso canto. Cai de traseiro ao chão e, como se não fosse suficiente, tombei para trás. Tenho dores no cóxis por causa desse baque. Nem sei se conseguirei recuperar os hematomas na minha nunca das conseqüências da queda para trás.
Acreditem, uma poltrona é essencial nesse cantinho pai e filhos. E há também o risco de acidentes ocasionados por fatos da própria vida. Sim, pois, em minha idéia, após acostumarmos ao nosso cantinho, a todo instante estaremos nele. Tudo que diga respeito a nossa convivência, ao interesse de nossa relação, a eventos e fatos que possam alterar nossa comunicação devem ser solucionados, ou pelo menos entendidos, como se estivéssemos em nosso canto.
Assim, as tristes confissões de erros, comunicações de doenças trágicas ou separações inevitáveis não serão motivos para tantos arranhões, tantas contusões, tantos traumas, pois sempre estaremos protegidos pela mágica e confortável poltrona de nosso cantinho.
Uma cadeira. Não necessariamente uma cadeira. Melhor uma poltrona. Mais de uma. Deve existir uma para cada um de nós. Um assento para nos espaldar. Precisamos sempre proteger nossas costas e nádegas. É muito importante.
Ao nos entregar ao diálogo franco muitas coisas podem chegar de forma abrupta. Se estivermos em pé podemos cair de bunda ao chão. Melhor então já termos algo devidamente embaixo de nós, que nos resguarde do empuxo da gravidade, nos segurando e protegendo de uma possível quebradura de bacia.
Ao mesmo tempo, os assuntos são jogados frente-a-frente. Quase sempre, com o costume do debate e da sinceridade, poucas coisas chegarão a nós de maneira tão abrupta ou intensa a ponto de nos empurrar para trás. Mas, o ser humano guarda dentro de si segredos, e os tais demoram muito a ser revelados, alguns nunca o serão.
Um segredo guardado há muito tempo por nossos filhos pode ser de tal forma inesperado que podemos cair para trás ao procurarmos apoio para “segurar o rojão”. Essa é a função de nosso espaldar salvador. Recentemente necessitei muito de uma poltrona para me apoiar, mas ainda não havia instalado o nosso canto. Cai de traseiro ao chão e, como se não fosse suficiente, tombei para trás. Tenho dores no cóxis por causa desse baque. Nem sei se conseguirei recuperar os hematomas na minha nunca das conseqüências da queda para trás.
Acreditem, uma poltrona é essencial nesse cantinho pai e filhos. E há também o risco de acidentes ocasionados por fatos da própria vida. Sim, pois, em minha idéia, após acostumarmos ao nosso cantinho, a todo instante estaremos nele. Tudo que diga respeito a nossa convivência, ao interesse de nossa relação, a eventos e fatos que possam alterar nossa comunicação devem ser solucionados, ou pelo menos entendidos, como se estivéssemos em nosso canto.
Assim, as tristes confissões de erros, comunicações de doenças trágicas ou separações inevitáveis não serão motivos para tantos arranhões, tantas contusões, tantos traumas, pois sempre estaremos protegidos pela mágica e confortável poltrona de nosso cantinho.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
(Mini-Ensaio): O início
Como iniciar é tão ou mais importante do que como terminar. O começo determina se o leitor continuará a ler o livro, e o término determina se o leitor lerá outros livros do mesmo autor. Assim o começo deve ser arrebatador ou intrigante ou instigante ou tudo isso, e mais um pouco.
Dependerá muito da trama escolhida. Opções que analiso:
Como um prólogo: Ou seja, uma pausa inicial para explicar algumas coisas cruciais ao entendimento da trama. Posso colocar fatos muito anteriores que o leitor necessitará saber para melhor se situar ou somente explicar ou discorrer sobre o momento atual vivido pelos personagens. É interessante, mas acho que ele deve se fundir com outro estilo de início.
Como um epílogo: Creio ser muito perigoso para um iniciante como eu, pois talvez não tenha tarimba para dar corpo à estória ao contar já o final. Certamente, não iniciaria assim.
No ápice da trama: Significa iniciar quase no final. Muito interessante e geralmente prende as pessoas na cadeira em filmes de ação ou suspense. É importante saber onde ocorre o ápice sem correr o risco de contar o final. A questão é: serei obrigado a criar um ápice, assim o enredo de fundo ficaria mais obscurecido e a minha veia imaginativa deveria estar bem mais aflorada do que está no momento.
Em um momentâneo ocaso: Como assim? Na verdade não tenho uma idéia clara sobre isso, mas talvez a estória encontre-se em um momento em que nada interessante estaria acontecendo. Seria o momento entre um evento de quase ruptura e outro de total ruptura, ou seja, dois eventos muito importantes ao contexto em análise. Como exemplo, veja o início do Senhor dos Anéis. É em um momento de ocaso da trama que se inicia o livro. Seria um longo prólogo, com algumas coisas interessantes acontecendo, mas nada que fosse determinante. Para mim é arriscado e pode enfastiar o leitor.
Em uma reviravolta na estória: Teria de criar uma reviravolta na estória e iniciá-la nesse momento. É factível? Como fazer? A estória nem bem começou e já é virada do avesso. Mas, é interessante. Deve-se ou exige-se um pequeno prólogo, pois se há que se revirar tudo, então se deve ter algo a se revirar, certo? Uma pequena explicação da vida até aquele momento. É um fato, ou um novo personagem que muda tudo em pouquíssimo tempo, já no primeiro capítulo?
Só perguntas. Mas, são as perguntas que movem o mundo...
Dependerá muito da trama escolhida. Opções que analiso:
Como um prólogo: Ou seja, uma pausa inicial para explicar algumas coisas cruciais ao entendimento da trama. Posso colocar fatos muito anteriores que o leitor necessitará saber para melhor se situar ou somente explicar ou discorrer sobre o momento atual vivido pelos personagens. É interessante, mas acho que ele deve se fundir com outro estilo de início.
Como um epílogo: Creio ser muito perigoso para um iniciante como eu, pois talvez não tenha tarimba para dar corpo à estória ao contar já o final. Certamente, não iniciaria assim.
No ápice da trama: Significa iniciar quase no final. Muito interessante e geralmente prende as pessoas na cadeira em filmes de ação ou suspense. É importante saber onde ocorre o ápice sem correr o risco de contar o final. A questão é: serei obrigado a criar um ápice, assim o enredo de fundo ficaria mais obscurecido e a minha veia imaginativa deveria estar bem mais aflorada do que está no momento.
Em um momentâneo ocaso: Como assim? Na verdade não tenho uma idéia clara sobre isso, mas talvez a estória encontre-se em um momento em que nada interessante estaria acontecendo. Seria o momento entre um evento de quase ruptura e outro de total ruptura, ou seja, dois eventos muito importantes ao contexto em análise. Como exemplo, veja o início do Senhor dos Anéis. É em um momento de ocaso da trama que se inicia o livro. Seria um longo prólogo, com algumas coisas interessantes acontecendo, mas nada que fosse determinante. Para mim é arriscado e pode enfastiar o leitor.
Em uma reviravolta na estória: Teria de criar uma reviravolta na estória e iniciá-la nesse momento. É factível? Como fazer? A estória nem bem começou e já é virada do avesso. Mas, é interessante. Deve-se ou exige-se um pequeno prólogo, pois se há que se revirar tudo, então se deve ter algo a se revirar, certo? Uma pequena explicação da vida até aquele momento. É um fato, ou um novo personagem que muda tudo em pouquíssimo tempo, já no primeiro capítulo?
Só perguntas. Mas, são as perguntas que movem o mundo...
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
(Mini-crônica): Estréia
Procuro, procuro...
Quero "cueca sensual". O browser me informa 39 mil possibilidades de imagens. Lógico, só quero as imagens. Mas, queria as imagens mais picantes, mais despudoradas, mais flagrantes possíveis.
Xi! Tá travada a diminuição no rigor do filtro das imagens. Coisa da empresa. Meu coração bate aos pulos. É medo de ser pega em uma dessas auditorias de sistema. O que eu faria?
Tudo bem. Entro em uma loja virtual de peças intimas masculina. E o que tem uma mulher querer comprar uma sunguinha sensual para seu marido?
Pronto! Arranjei a desculpa para olhar, olhar e olhar. Caramba! Mas, esse site é de Portugal. Acho que ninguém iria acreditar que estou pensando em viajar a Portugal e comprar uma cueca transparente. Melhor parar. Só vou olhar mais duas fotos. Só isso.
O que! Bloquearam a exibição da foto. Uma simples foto de modelo de cueca? Que paranóia. Ai! Acho que meu login deve estar já em relatório da auditoria e logo estará na mesa de meu chefe. Porque faço isso? Vou só olhar mais uma foto, prometo. Acho que essa não vão proibir. Oficialmente, continuo procurando algo para esquentar meu casamento.
- Milene, dá uma chegada em minha mesa.
Meu chefe chama de supetão. Estava estirada na cadeira. Com o susto e o pânico que me tomou conta a cadeira tomba e caio para trás com as pernas para cima.
O pessoal, ao ver aquilo, vem correndo ver o que aconteceu. Está machucada? A cadeira quebrou?
A Rute foi a primeira a olhar para o monitor. Dá de cara com um pênis enorme pulando na tela (acho que ver só cuecas não foi suficiente). - O que você tá procurando querida? Todos olham para o monitor e se esquecem de mim, ao menos diretamente.
Travo embaixo da mesa. Acho que desmaiei. Quando dei por mim estava deitada na sala do ambulatório. A Rute do meu lado. Fez questão de ficar lá, só para comunicar:
- O Chefe iria te promover a sua substituta!
Iria.
Foi a minha estréia de vexames em público.
Quero "cueca sensual". O browser me informa 39 mil possibilidades de imagens. Lógico, só quero as imagens. Mas, queria as imagens mais picantes, mais despudoradas, mais flagrantes possíveis.
Xi! Tá travada a diminuição no rigor do filtro das imagens. Coisa da empresa. Meu coração bate aos pulos. É medo de ser pega em uma dessas auditorias de sistema. O que eu faria?
Tudo bem. Entro em uma loja virtual de peças intimas masculina. E o que tem uma mulher querer comprar uma sunguinha sensual para seu marido?
Pronto! Arranjei a desculpa para olhar, olhar e olhar. Caramba! Mas, esse site é de Portugal. Acho que ninguém iria acreditar que estou pensando em viajar a Portugal e comprar uma cueca transparente. Melhor parar. Só vou olhar mais duas fotos. Só isso.
O que! Bloquearam a exibição da foto. Uma simples foto de modelo de cueca? Que paranóia. Ai! Acho que meu login deve estar já em relatório da auditoria e logo estará na mesa de meu chefe. Porque faço isso? Vou só olhar mais uma foto, prometo. Acho que essa não vão proibir. Oficialmente, continuo procurando algo para esquentar meu casamento.
- Milene, dá uma chegada em minha mesa.
Meu chefe chama de supetão. Estava estirada na cadeira. Com o susto e o pânico que me tomou conta a cadeira tomba e caio para trás com as pernas para cima.
O pessoal, ao ver aquilo, vem correndo ver o que aconteceu. Está machucada? A cadeira quebrou?
A Rute foi a primeira a olhar para o monitor. Dá de cara com um pênis enorme pulando na tela (acho que ver só cuecas não foi suficiente). - O que você tá procurando querida? Todos olham para o monitor e se esquecem de mim, ao menos diretamente.
Travo embaixo da mesa. Acho que desmaiei. Quando dei por mim estava deitada na sala do ambulatório. A Rute do meu lado. Fez questão de ficar lá, só para comunicar:
- O Chefe iria te promover a sua substituta!
Iria.
Foi a minha estréia de vexames em público.
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